sexta-feira, 30 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dia dos Amigos
terça-feira, 20 de abril de 2010
VERDADEIRO AMIGO
O VERDADEIRO AMIGO É ALGUÉM QUE TE CONHECE TAL COMO ÉS, COMPREENDE ONDE TENS ESTADO, ACOMPANHA-TE EM TEUS LUCROS E TEUS FRACASSOS, CELEBRA TUAS ALEGRIAS, COMPARTILHA TUA DOR, E JAMAIS TE JULGA POR TEUS ERROS.
terça-feira, 30 de março de 2010
SAUDADES
SAUDADES...
José Antônio Oliveira de Resende (*)
strong>Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança.... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite, do Carinho do Afeto...
Que saudade do compadre e da comadre!
****************
(*) Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
José Antônio Oliveira de Resende (*)
strong>Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança.... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite, do Carinho do Afeto...
Que saudade do compadre e da comadre!
****************
(*) Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
domingo, 7 de março de 2010
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
FAZER AMIZADE, EIS A QUESTÃO!
Às vezes fico imaginando o que se passa na cabeça das pessoas com tanta dificuldade para se relacionarem. Entro num restaurante muito cheio e tenho que dividir minha mesa com alguém que nunca vi. Esta pessoa às vezes até pede licença, senta em minha frente totalmente desprovida de companhia, come de maneira muito tensa, acho que preocupada de como estou observando seu comportamento ou seu jeito de mastigar. Nunca consegue estabelecer nenhuma relação de amizade.
Talvez oportunidade única de conhecer alguém que pudesse ao menos ouvir meia dúzia de palavras, ou até mesmo ganhar um sorriso.
Nós deixamos de aproveitar alguns momentos de fazer BONS AMIGOS.
Talvez oportunidade única de conhecer alguém que pudesse ao menos ouvir meia dúzia de palavras, ou até mesmo ganhar um sorriso.
Nós deixamos de aproveitar alguns momentos de fazer BONS AMIGOS.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
AMIGO - AGORA É PRA VALER.

SER AMIGO E TER AMIGO, NÃO É QUERER ESCOLHER O MELHOR OU PIOR.
SER AMIGO É NÃO SER O AMIGO DA ONÇA. NEM SER O AMIGO DO GATO.
PARA ISSO NÃO PRECISAMOS DESEJAR O PULO DO GATO DE NOSSOS AMIGOS.
SER AMIGO, É SER INCONDICIONAL, É PROCURAR ACEITAR CADA PESSOA DO SEU CONVÍVIO DA MANEIRA QUE ELA É. É RESPEITAR AS INDIVIDUALIDADES, E TIRAR O MÁXIMO DE PROVEITO DAS COISAS BOAS QUE CADA UM AMIGO TEM A LHE OFERECER.
SEM BRIGA, SEM DRAMA, COM MUITA SKOL, REFRI, ÁGUA OU BRAHMA, MAS FELIZ AO LADO DE CADA UM DELES.
UM FORTE ABRAÇO AOS MEUS.
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